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Morro São Bento celebra seu padroeiro em festa religiosa

com novidades no Museu de Arte Sacra de Santos

 

Festejos têm como ponto alto o 11 de julho, dia do Santo, na Capela Nossa Senhora do Desterro, anexa ao Museu. As novidades são a cobertura fotográfica dos jovens do projeto social ‘Intercâmbio Cultural Santos – Los Angeles’ e a homenagem da escola de samba Unidos dos Morros

 

A tradicional Festa do Patriarca São Bento, santo padroeiro do morro que leva seu nome e considerado ícone da Igreja Católica, será celebrada quarta-feira, dia 11, na Capela Nossa Senhora do Desterro, anexa ao Museu de Arte Sacra de Santos (MASS), com missa presidida, às 19h30, pelo bispo emérito da Cidade, Dom Jacyr Francisco Braido.

O encerramento terá participação especial do Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba Unidos dos Morros, que levará 15 ritmistas, cantor, cavaquinhista e uma passista para homenagear o santo com a apresentação do hino ao padroeiro e aos moradores de lá.

Desde a celebração da missa até o final da festa, os jovens moradores do morro, participantes do projeto social do MASS ‘Intercâmbio Cultural Santos – Los Angeles’, farão a cobertura fotográfica, sob supervisão de jornalistas. A ação integra mais uma ferramenta de inclusão do projeto, que no primeiro semestre ofereceu curso de fotografia mobile. O objetivo é exibir posteriormente as fotos sob os olhares dos jovens na rede social Instagram, a ser criada para iniciar e incentivar a interação deles com o universo digital e com os demais jovens de Los Angeles.

 

Distribuição de pães e missas – Na quarta-feira (11), haverá ainda tradicional Benção de São Bento, com distribuição de pães bentos ao público e venda de bolo com a medalha do santo e do amuleto protetor, por R$4,00. E no decorrer da semana de comemoração ao santo, de terça a domingo, o MASS exibirá vídeos sobre a vida de São Bento para os visitantes.

Os festejos alusivos ao padroeiro do Morro São Bento incluem três dias de oração: domingo (8), com celebração de missa pelo Frei João Pereira Lopes, do Santuário Santo Antônio do Valongo, às 11h30; segunda-feira (9), às 19h, será a vez de Frei Sérgio, da Igreja Santo Antônio do Embaré; e terça (10), no mesmo horário, o ato será proferido pelo padre Valdeci João dos Santos.

A organização é do MASS, em parceria com o Santuário Santo Antônio do Valongo e a Paróquia Assunção. A capela fica na Rua Joana D’Arc, 795, São Bento. Informações: 3219-1111.

 

 

História

 

São Bento nasceu na Umbria, Itália, no ano de 480, era de família nobre romana e desde pequeno gostava de orar. Bento ganhou de um eremita um hábito de monge, foi levado para uma gruta escondida no monte de Subíaco e ali passou três anos estudando e orando, recebendo alimentos e sem receber visitas. Algum tempo depois, foi descoberto por pastores e começou a visitas com pedidos de conselhos e orações.

Devido à fama de santidade, São Bento foi chamado para ser o abade (superior) do convento de Vicovaro, mas não se adaptou à vida que os monges viviam e, com isso, os religiosos foram criando uma antipatia por Bento. Chegaram ao ponto de tentar matá-lo com veneno. Ao abençoar a taça de vinho envenenada e os alimentos que comeria, como sempre o fazia, a taça se quebrou. Neste momento, Bento disse aos monges ‘Deus perdoe a vocês, meus irmãos‘ e abandonou o convento.

Em poucos anos, São Bento fundou 12 mosteiros e modificou a forma de organização de vida dos monges, que antes viviam isolados. E criou a vida monástica comunitária. Todos os mosteiros seguiam a famosa Regra de São Bento e as famílias nobres de Roma começaram a mandar seus filhos para estudarem nos mosteiros fundados por ele.

A Regra de São Bento é um livro de 73 capítulos curtos que prioriza o silêncio, a oração, o trabalho, o recolhimento, a caridade fraterna e a obediência. E assim nasceu a famosa Ordem dos Beneditinos, que permanece viva até hoje.

São Bento morreu no ano de 547, aos 67 anos. Ele previu sua morte, no mesmo ano de morte de sua irmã Santa Escolástica. Mandou abrir sua própria sepultura e depois de falar aos monges, de pé com as mãos para o céu, morreu. Parte de suas relíquias está no Mosteiro de Monte Cassino e outras na abadia de Fleury, na França. Foi canonizado no ano de 1220 e sua festa é comemorada em 11 de julho.

 

‘Imagem de São Bento – Sua imagem é representada com o livro Regra de São Bento; o sino, que representa Deus; um copo quebrado com a serpente, representando o veneno; um corvo com um pedaço de pão no bico, pelo tempo em que ele passou no deserto; e uma vara simbolizando a disciplina.

 

SERVIÇO:

Evento: Festa de São Bento

Data: 11 de julho, às 19h

Endereço: Museu de Arte Sacra de Santos (Rua Santa Joana D’Arc, 795, sopé do Morro São Bento, em frente à Av. Getúlio Vargas. Acesso ao estacionamento do museu pela Rua Visconde do Embaré ).

Realização: Museu de Arte Sacra de Santos (MASS), Santuário do Valongo e Paróquia Assunção.

Parceria: Prefeitura de Santos, UniSantos e Diocese de Santos.

Apoio à imprensa: BemDita Palavra – Assessoria de Comunicação

 

Assessoria de Imprensa:

 

*Andressa Luzirão – MTB 38.298

 (13) 99749-1618

 

*Camilla Costa – MTB 29.206

(13) 99713-1554

 

 

 

Exposição no MASS resgata importância sociocultural do

Instituto São Vladimir para jovens refugiados russo-chineses

 

Mostra a ser inaugurada neste sábado (30) pretende difundir a memória desta comunidade que se instalou no Brasil na década de 50. Evento terá a presença de um dos ex-internos, Vladimir Anatoliy Maleh, russo-chinês morador do bairro Gonzaga, em Santos

 

De 1958 a 1968, no antigo Mosteiro de São Bento, onde atualmente é o Museu de Arte Sacra de Santos (MASS), funcionou o Instituto São Vladimir, que teve como propósito acolher meninos refugiados ‘russo-chineses’, provenientes principalmente da região da Manchúria, na China. A importância sociocultural desse internato para os jovens que provieram de situações precárias em diversos aspectos, correlacionando com o trabalho assistencial dos padres jesuítas, poderá ser conferida na exposição ‘O Instituto São Vladimir e a presença russa em Santos, pela voz dos imigrantes’, a ser lançada neste sábado (30), às 15h, no MASS.

A mostra, que segue até 29 de julho no local, apresentará a história deste Instituto por meio de fotografias, depoimentos orais e textos, e contará com a ambientação de uma capela ortodoxa, arquitetonicamente inspirada na que existia no interior do Mosteiro de São Bento, a qual os meninos russos frequentavam diariamente.

O material foi coletado a partir do Trabalho de Conclusão que leva o nome da exposição – ‘O Instituto São Vladimir e a Presença Russa em Santos, pela voz dos imigrantes (1958 – 1968)’, uma pesquisa realizada pela historiadora Barbara Higa, que teve como objetivo dar visibilidade à história do Instituto São Vladimir, destacando a presença da comunidade russa em Santos como parte da história da Cidade. “O intuito é preservar e difundir as memórias daqueles que viveram essa história e a importância do Instituto São Vladimir para a comunidade russo-chinesa que se instalou no Brasil na década de 1950 e que compõe a sociedade brasileira miscigenada e multicultural”, afirma a coordenadora do MASS, Márcia Egas.

Foram coletados cinco depoimentos, sendo um do ex-diretor, três ex-alunos nascidos na Manchúria e um frequentador, que visitava eventualmente. Também foram obtidas 428 fotografias que retratam situações do cotidiano, como os momentos de lazer, refeições, apresentações e ensaios de danças e peças teatrais, celebrações do rito bizantino-eslavo e momentos de aprendizagem.

A exposição é um projeto aprovado no 6º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes no Município de Santos – Facult, da Secretaria Municipal de Cultura, e ocorrerá de forma itinerante em outros locais a serem posteriormente divulgados.

 

Bate-papo – A abertura da exposição contará com a presença do ex-interno Vladimir Anatoliy Maleh, 67 anos, que viveu por dois anos no Instituto. Ele participará de bate-papo com o público e revelará histórias e curiosidades sobre o período em que viveu no local. Nascido na cidade de Harbin, na China, Maleh veio para o Brasil aos 3 anos com a família.

 

História – Por iniciativa do Pe. Philippe de Régis SJ, o internato foi fundado oficialmente em 14 de março de 1954, em Itu – SP, cuja missão foi a preservação e difusão da cultura russa. O Instituto funcionou no estado de São Paulo de 1953 até meados de 1980 – inicialmente em Diadema, seguindo para Itu, Santos e encerrando suas atividades em São Paulo. Em Santos, funcionou por 10 anos no antigo Mosteiro de São Bento, onde mais de 50 crianças russas viveram com padres jesuítas. Juntos, partilharam de um cotidiano repleto de brincadeiras, aulas de danças e músicas típicas russas, idioma russo, história, literatura e teologia, refeições com características russa e brasileira, além das Divinas Liturgias.

 

Russo-chineses – A origem do Instituto deveu-se ao fluxo imigratório russo para o Brasil na década de 50, principalmente após a Revolução Chinesa de 1949 e a II Guerra Mundial. Dentre estes imigrantes estavam os “russo-chineses”. São russos que imigraram para a região da Manchúria (China) devido à construção da Ferrovia Transiberiana e posteriormente à Revolução Bolchevique e, consequentemente, emigraram para outros países, dentre tais o Brasil. Muitos chegavam ao país e eram considerados sem cidadania. Sob tal perspectiva, as famílias russas deparavam-se com o recomeço de uma nova vida, desprovidas de moradia e profissão, além de desconhecerem o idioma e os costumes. As dificuldades eram ainda mais graves para os refugiados que tinham filhos menores, pois não havia escolas que os atendessem. Frente a esta circunstância, o Vaticano enviou ao Brasil sacerdotes formados no Collegium Russicum para ampará-los.

 

 

SERVIÇO:

Exposição: ‘O Instituto São Vladimir e a presença russa em Santos, pela voz dos imigrantes’.

Data: abertura sábado (30), às 15h; segue até 29.07, de terça a domingo, das 10h às 17h.

Endereço: Museu de Arte Sacra de Santos (Rua Santa Joana D’Arc, 795, sopé do Morro São Bento, em frente à Av. Getúlio Vargas. Acesso ao estacionamento pela Rua Visconde do Embaré).

Entrada: gratuita

Realização: Museu de Arte Sacra de Santos (MASS)

Parceria: Prefeitura de Santos, UniSantos e Diocese de Santos.

Apoio à imprensa: BemDita Palavra – Assessoria de Comunicação

 

 

Assessoria de Imprensa:

 

*Andressa Luzirão – MTB 38.298

 (13) 99749-1618

 

*Camilla Costa – MTB 29.206

(13) 99713-1554

bemditapalavracomunicacao@gmail.com

 

 

MASS integra guia impresso com 27 museus da Baixada Santista

 

O Museu de Arte Sacra de Santos (MASS) é uma das 27 instituições museológicas da Baixada Santista que está na segunda edição do guia ‘Orla Cultural Museus’, catálogo impresso com fotos, descritivos e informações sobre visitação, lançado quinta-feira (14), no Museu de Pesca, em Santos. O evento reuniu representantes do Sisem-SP (Sistema Estadual de Museus de São Paulo), das instituições que compõem o guia e secretários de cultura da região.

Com o objetivo de fomentar a visitação dos equipamentos e consolidá-los como atrativos turísticos e culturais, a iniciativa é do Sisem-SP, em parceria com a Acam Portinari e o Grupo Orla Cultural Museus. O material está disponível para o público em cada um dos museus participantes, de Bertioga a Peruíbe, e a princípio nos postos de informações turísticas e na rede hoteleira de Santos.

A participação do MASS no guia é uma conquista importante para a administradora e coordenadora do museu, Márcia Egas, que aposta na maior valorização dos equipamentos da região para o turismo. ”O grupo orla é muito importante e com o guia acredito que conseguiremos uma visibilidade maior na região porque os museus movimentam uma parte importante da cadeia econômica da região, o turismo. O documento firma ainda o compromisso entre os representantes dos museus de um ajudar o outro”, afirma.

O representante regional do Sisem-SP, Paulo Matioli, destacou a importância de divulgar a riqueza cultural e histórica da região. “Também pretendemos, com esse material, criar um canal para que as instituições possam divulgar suas potencialidades ao público, contribuir para o enriquecimento do cenário cultural das cidades e auxiliar na qualificação dos museus, proporcionando cursos, oficinas e palestras ao corpo técnico das instituições”.

A primeira edição do guia Orla Cultural Museus, publicada em 2012, contava com apenas 15 instituições museológicas, sem a participação do MASS. Sua reformulação, com a inserção de mais 12 equipamentos, é um projeto aprovado pelo ProAC, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.
Confira os Museus que integram o guia:

Santos – Além do MASS, Museu do Café; Pinacoteca Benedicto Calixto; Memorial das Conquistas; Museu do Mar e Marítimo; Museu da Imagem e do Som; Museu do Porto de Santos; Museu de Pesca; Instituto Histórico e Geográfico de Santos; Casa do Trem Bélico; Palácio Saturnino de Brito; Memorial das Conquistas, Museu Pelé, Aquário Municipal e Orquidário Municipal.

Bertioga – Forte São João

Guarujá – Fortaleza da Barra Grande e Aquário do Guarujá
São Vicente – Casa Martim Afonso; Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente e Museu do Escravo.

Praia Grande – Museu da Cidade e Galeria Nilton Zanotti.

Itanhaém – Museu da Conceição.

Peruíbe – Museu Histórico e Arqueológico e Aquário de Peruíbe.
Museu Virtual e Itinerante
Museu Joias da Natureza

Rua Santa Joana D'Arc, 795 - Morro do São Bento - Santos - Contato: (13) 3219-1111